sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sevilha: linda, quente, onde a Espanha é mais Espanha

Sevilha é onde a Espanha é mais Espanha. Quente, colorida, terra de flamenco (região da Andalucía), de touradas, prédios de arquitetura árabe, azulejos... A cidade de 700 mil habitantes é dividida pelo Rio Guadalquivir. Alugar um pedalinho (ou um barco ou uma lancha) é uma boa idéia para ver as pontes e a Torre Del Oro de outro ângulo. Eu fiz esse passeio com a Julieti e o Gledson, meus anfitriões, brasileiros vivendo na cidade (ah, não posso esquecer de citar o Costelinha, o cachorro labrador deles, que me acordava todas as manhãs querendo brincar. Ahah).
Quando estiver caminhando pelo Guadalquivir, não deixe de reparar nos cadeados da ponte de San Telmo, colocados como prova de amor por namorados, que os prendem e jogam a chave no rio. Quando a ponte fica muito cheia, funcionários da prefeitura passam cortando os cadeados.
Nessa época (primavera), os termômetros já chegam aos 37ºC em Sevilha. No verão, bate nos inacreditáveis 48ºC. A siesta, mais do que um costume, se torna uma obrigação. Afinal, ninguém é louco de sair pela ruas com uma temperatura dessas em plena tarde. Mas, para mim que saí de uma Dublin com 12ºC, na média, achei Sevilha o paraíso (ao menos, por agora). Eu preciso de sol para ser feliz.
 Em Sevilha, você deve, obrigatoriamente, visitar a Plaza de España. Simplesmente deslumbrante. Em todo o entorno, azulejos contam passagens da história ou mitologia de cada uma das cidades espanholas. Colorida, viva, linda.
Das atrações tradicionais: a Catedral é destaque. Parte dela ainda é da época em que era mesquita, parte foi refeita para ser católica. Os vitrais são bonitos, mas o interior não tem nada de assombroso. A visita vale pelo túmulo de Cristóvão Colombo. Os restos mortais do descobridor da América estão em Sevilha (embora a República Dominicana jurem que estão lá...). Impossível não lembrar das aulas de história da época do colégio ao mirar o túmulo luxuoso. O filho de Colombo tbm está enterrado na igreja. Outra coisa bacana da Catedral é a Giralda, a torre dos sinos. Você pode subir nela: são 35 andares de rampas (haja fôlego!), mas a vista da cidade lá de cima compensa o esforço.
Ali do ladinho, estão os Reales Alcázares, construções e jardins que nos anos 700 eram lar dos chefes árabes. Depois, com a reconquista da cidade pelos espanhóis, se tornaram residência de reis católicos. A arquitetura é basicamente árabe, mesmo com as reformas promovidas ao longo dos anos. Dá para se sentir uma princesa moura lá ou numa novela da Glória Perez. Ahah.
Para entrar na Catedral, são oito euros. Para o Real Alcázar são 8,50 euros. Atenção: estudantes têm desconto, mas só se tiverem até 25 anos. Ou seja, eu paguei integral. Que discriminação com estudantes velhos! Ahah.
Eu fui de ônibus de Madrid para Sevilha (o jeito mais barato - varia de 15 a 20 euros por trecho), são seis horas de viagem. Ah, na volta, tinham vendido o meu lugar duas vezes e a outra pessoa já tinha chegado. Me fizeram esperar, mas ainda bem que sobrou um lugar, então, eu consegui embarcar nesse assento vazio.
Quem quer conhecer a Espanha tradicional, deve ir para Sevilha.

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