terça-feira, 12 de abril de 2011

Só na Irlanda

Quando eu cheguei na casa da família irlandesa que está me recebendo, uma das primeiras coisas que minha host mother me disse foi: “diferente do Brasil, aqui na Irlanda, nós jogamos o papel higiênico usado no vaso sanitário.” Fiquei pensando: será só aqui na casa dela? Eis que, quando vou ao banheiro na escola, lá está um cartaz atrás da porta do reservado em inglês e outro maior ainda em português (!) avisando sobre que o papel deve ser jogado no vaso e não na lixeira ao lado (que é só para absorventes). Inclusive, tem um desenho no tal cartaz de uma guria jogando o papel no vaso com os dizeres: “good girl”. É, mas pela força do hábito, não fui uma boa menina qdo cheguei à escola. Meio sonolenta por causa das quatro horas de diferença do fuso, coloquei direto o papel na lixeira. Só depois vi o cartaz.
Sei lá... Mas acho que a canalização vive entupindo na Irlanda. Ou não?
Ainda sobre coisas de meninas: qdo fui dar uma voltinha na Dunnes (uma espécie de lojas Renner da Irlanda), vi que realmente as calcinhas por aqui são horríveis (tragam de casa, meninas). Ou são enormes. Ou fio-dental (e feias). Pelo menos por lá, não vi o meio termo que as brasileiras gostam.
Ah, sobre preços (não na Dunnes, em lojas em geral): pelo que vi, os valores das coisas são os mesmos (convertendo para nossa moeda, claro) ou mais caros do que no Brasil. Vi algumas lojas com blusas em promoção por cinco euros. Mas não achei nada de lindo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Circulando por Dublin

Hj foi meu primeiro dia pela cidade. Primeiro, fui para escola. De ônibus, levo cerca de 45 minutos. Mas foi bem tranquilo me achar. Chegando, fiz uma prova escrita com 100 questões (tem menos de meia hora para responder). Então, passei por uma breve entrevista com o diretor do turno da manhã. Acertei 59% da prova. Segundo o diretor, não é comum brasileiros recém-chegados acertarem tanto (me senti grandona. Ahaha). Ele me perguntou de que Estado eu sou e qdo respondi: "Rio Grande do Sul", ele disse: "Oh, gautcha! There are other 'gautchos' here". Eu ri. Well, ele me encaminhou para uma turma de um nível intermediário. Mas achei a aula mto difícil. Pq, na verdade, nesse nível, há textos de revista, filmes e outras coisas assim para serem interpretados. Não é aulinha de ficar explicando, sabe? Só que eu até posso ter ido bem na gramática, mas não consigo entender mto bem qdo as pessoas falam mto rápido (caso do filme de hj) e meu vocabulário não é mto extenso (me perdi analisando o texto da revista, mas consegui responder a uma pergunta q meus colegas não sabiam. Rá). Acho q vou pedir para trocar para um nível inferior. O diretor me aconselhou a ficar uma semana neste nível para ver se realmente é mto difícil para mim. A maioria dos meus colegas é de origem oriental. Tem uma menina brasileira e uma de um país muçulmano (ela usa um véu cobrindo os cabelos). Só  que eles estão há mto tempo aqui, por isso, estão beeem mais adiantados q eu. Um coreano me contou q chegou em fevereiro do ano passado.
Depois da aula, caminhei pelos arredores. Primeiro, fui no parque bem em frente à escola, na Merrion Square. Dpois, sem rumo, cheguei ao St. Stephen's Green Park (esse é bem legal. Eu acho q algumas cenas do filme Casa Comigo foram gravadas nele, mas não tenho certeza). Caminhei pela Grafton Street, uma rua cheia de lojas e com passagem só para pedestres e fui num shopping por aí tbm.
Well, já fiz umas compras úteis. Primeiro, um cartão de ônibus. Pagando em dinheiro, na distância que eu percorro, a passagem custa 2,30 euros (viu, e vc achava o Visate caro!? Ahaha). Mas é possível comprar tickets para três, cinco ou trinta dias. Os preços são diferentes se vc é adulo, criança, estudante ou turista. Comprei um de cinco dias para estudantes por 15,7 euros. Vc pode usar quantas vezes quiser e não necessariamente por dias consecutivos. Veja preços e itinerários aqui.
Comprei tbm um adaptador para tomadas. Na Irlanda (e tbm no Reino Unido), as tomadas têm três pinos meio quadrados, diferentes daquelas de três pinos do Brasil.
Tentei procurar casacos pq passei frio hj. Foi um típico dia irlandês. Amanheceu chovendo, saiu o sol, choveu de novo, ficou nublado, ventou mto e com um ar gelado, e fez sol de novo. Praticamente Caxias! Ahahah. Em todas as casas, nas lojas, no ônibus, no trem têm calefação mto forte. Qdo eu acordei pela manhã, estava me sentindo enjoada possivelmente por causa da calefação. Na aula, meu nariz sangrou pq o ar estava seco demais. Numa livraria, tive q sair pq não conseguia respirar de tão quente que estava. Ah, qdo estava no ônibus pela manhã, um menino irlandês desmaiou. Talvez a pressão dele tenha baixado por causa do calor. O guri, de mochila nas costas e uniforme, estava de casaco (nota: só eu e um casal de brasileiros tentamos ajudar o menino. Todos os irlandeses - inclusive um colega dele ao lado - nem se mexeram qdo o estudante, q não devia ter mais do q 10 anos, caiu). Não curti toda essa calefação. Vc tem q ficar de manga curta dentro dos lugares e completamente encasacado para ir à rua. Ou não. As irlandesas andam por aí de shortinho ou sainha e sem meia-calça com um vento extremamente gelado (tipo inverno em Caxias).
Ah, não espere ouvir só inglês pelas ruas. Ouvi italiano diversas vezes, espanhol tbm. Vi mtos orientais e gurias com o cabelo coberto por véus. Dublin é uma cidade multicultural.
Os prédios, em compensação, são todos exatamente iguais numa mesma vizinhança. O q é horrível, pq vc fica sem referências. Não me perdi pelo Centro, q eu não conhecia, mas me perdi voltando para casa (desci na parada certa, mas como todas as casas são iguais, fui parar em outra rua. Ahaha).
Well, amanhã conto mais sobre Dublin.
Se quiser ver fotos, clica aqui.

domingo, 10 de abril de 2011

Welcome to Ireland

Finalmente, cheguei!!! Estou na Irlanda. Meu voo pousou às 13h35min (hora local, no Brasil eram 9h35min da manhã). Não vi muita coisa ainda, mas pelo jeito, a cidade é bem bacana e os irlandeses são super receptivos. Não tive nenhum problema com nada neste primeiro dia. Todos os voos (três) partiram no horário e sem turbulência (embora que eu achei q o avião não fosse chegar nunca em Amsterdam. Óbvio q não consegui dormir no voo. Pelo menos consegui assistir ao Discurso do Rei, que ainda não tinha visto).
O aeroporto da capital holandesa é enoooorme, mas é bem fácil de se encontrar. No voo para Dublin, encontrei cinco gaúchos sentados em poltronas próximas e mais uma paulista (tô dizendo q não tem irlandês nesse país. Ahaha). O motorista que me trouxe para a casa da host family era um chinês de Beijing, que mora há sete anos aqui (mas q me disse q morre de saudades da familia), o Charlie. Veio na carona tbm, um estudante baiano, q ficou em outra área de Dublin.
Na casa onde moro agora, vivem a Paula e o filho mais novo, de 13 anos (já joguei tênis de mesa com ele hj). A Paula é divorciada e tem quatro filhos, mas um mora sozinho e outros dois com o pai. A vizinhança é super agradável. Agora à noite, conheci um casal de namorados de São Paulo, que está hospedado na casa ao lado. Vamos estudar na mesma escola e já combinamos de pegar juntos o ônibus amanhã de manhã para o Centro (segundo a Paula e o Charlie, demora uns 40 minutos até lá).
Fiquei bem feliz porque consegui me comunicar bem. O sotaque dos irlandeses que encontrei até agora é super simples de entender (mais fácil do que o britânico, se vc também está acostumado com o americano). Não tive nenhum problema de comunicação até agora. Só pedi para repetir algumas frases com palavras que eu não conhecia. A Paula elogiou o meu inglês, disse q é bem claro, e um outro filho dela que veio visitá-la de tarde disse q eu devo ser a estudante que melhor fala inglês q eles já receberam (a Paula abre a casa para estrangeiros há 12 anos. A maioria dos intercambistas, por acaso, foram garotas brasileiras).
Ah, na imigração foi tudo bem tranquilo. O oficial só me perguntou se eu tinha conta de banco no Brasil, se eu estava levando dinheiro comigo e qual a data da volta. E só.
Vale nota também: o dia estava lindo tanto em Amsterdam quanto em Dublin. Solzão e calorzinho q eu não esperava na Irlanda, mas agora à noite começou a esfriar (um típico dia de Caxias do Sul. Mudei de continente, mas o tempo veio comigo. Ahaha).
Todo mundo foi tão receptivo comigo q, juro, não estou me sentindo em outro país. Parece q estou em casa.
Well, amanhã faço umas fotos da vizinhança e do Centro e posto aqui.
Bye, bye. Vou dormir. Afinal, aqui já é noite, enquanto vcs curtem a tarde de domingo aí no Brasil.
See you tomorrow!

sábado, 9 de abril de 2011

Último dia de Brasil

Viajo neste sábado. Saio às 13h30min de Porto Alegre para chegar às 13h30min de domingo na Irlanda (9h35min no Brasil). Serão 20 horas de viagem, escalas em São Paulo e Amsterdam, na Holanda. Só arrumei as malas na tarde desta sexta. Neste último dia, fiquei nervosa, confesso. Achei que não ia dar tempo de organizar as coisas. Tinha que pintar as unhas (não vou nem até a padaria da esquina sem esmalte, imagine se iria atravessar um oceano assim). Escolher que roupas levar. Estou indo com duas malas grandes cheias e, mesmo assim, meu roupeiro no Brasil ficou abarrotado. Mas procurei deixar tudo dentro dos armários, tirar a minha presença do resto da casa.
É estranho saber que não vou mais estar por aqui amanhã. É estranho deixar roupas que gosto e sapatos que adoro. É estranho pensar em chegar em casa sem ter a Roberta e a Vivi, minhas companheiras de apto nos últimos sete anos.
Some-se a isso um medo de não saber me comunicar em inglês e de não ter amigos por lá. Mas, vamos lá. É hora de ir. Possivelmente, o próximo post será direto da Irlanda, para aí, sim, vivermos (eu e vc, leitor) mais um verão na vida.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Utilidade pública - agências de intercâmbio

Como várias pessoas me perguntaram sobre agências de intercâmbio, resolvi fazer um post de serviço sobre isso. Na verdade, existem inúmeras. Abaixo, estou listando cinco agências de rede que atuam em Caxias do Sul (RS) e endereços, mas elas também estão em outras cidades, é só entrar no site e conferir.
Lembrando: é legal ir em várias, pesquisar preços e tirar todas as suas dúvidas. O pessoal nas agências sabe te auxiliar mesmo em questões banais da viagem até itens como visto e cartão de débito internacional. Também é legal perguntar por indicações de amigos que já fizeram intercâmbio e dar um "google" para ver se há reclamações sobre a agência na internet.
É possível fechar um pacote inteiro com a agência (passagens, escola, acomodação, seguro saúde, cartão de débito, carteirinha de estudante, etc) ou comprar só alguns desses itens com eles e se virar no resto.
Há programas de estudos (em diferentes níveis, desde escolas de idiomas, passando por graduação ou especializações), de trabalho (os mais famosos são o au pair, para ser babá, ou aqueles de hotéis e estações de esqui) ou que combinam os dois (estudo e trabalho em meio turno).

CI (Rua Francisco Getulio Vargas, 1130, sala 24, Galeria de Serviços da UCS, bairro Petrópolis): http://www.ci.com.br
Egali (Rua Mariana Prezzi, 115/101, bairro Pio X)http://www.egali.com.br
Experimento (Avenida Rio Branco, 247, bairro São Pelegrino): http://www.experimento.org.br
STB (Rua Os Dezoito do Forte, 1808, Bergson Gallery, Centro): http://www.stb.com.br/
World Study (Rua Garibaldi, 680, sala 601, Centro): http://www.worldstudy.com.br/

Além disso, escolas de idiomas (especialmente as de rede) costumam ter serviço de agência de intercâmbio para seus alunos.
Universidades também possuem um departamento com esta finalidade. Os alunos podem cursar um semestre lá fora e aproveitar as disciplinas no seu currículo brasileiro. A UCS e a FSG em Caxias têm esse serviço.
Espero ter ajudado.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Último dia de trabalho

Hoje, dia 1º, foi meu último dia de trabalho no jornal antes da viagem. Ainda terei uma semana para organizar minhas coisas. Levei uma torta para me despedir do pessoal da redação (só para ter um motivo para abraçar todo mundo). Tenho recebido tantas manifestações de carinho nas últimas semanas que estou a fim de me mudar de país a cada seis meses, só para ter sempre novas despedidas. Ahaha.
Bateu uma tristezinha hoje. Há sete anos, todos os dias, pego o ônibus para ir ao jornal. É um pouco estranho perceber que não farei isso na segunda-feira (ou mesmo neste sábado e domingo. Pela escala, eu estaria de plantão neste final de semana). É estranho saber que não lerei o Pioneiro que chega no meu apartamento todos os dias.
Ainda não estou nervosa. Sei lá se ainda não caiu a ficha. Talvez caia na próxima semana, sem ter o trabalho para ocupar boa parte do meu dia.
Os amigos querem marcar jantas, festas, almoços. Espero que dê tempo para todos. Minha mudança é temporária, mas, às vezes, parece que há uma ânsia de fim de mundo (em mim ou nos outros).
Ainda terei de cortar o cabelo, ir ao dentista, procurar receita médica do oftalmo, entre outros pequenos afazeres da próxima semana. Continurei fazendo natação. As malas só vou arrumar no penúltimo dia.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Cartas e confirmações

Recebi hoje a carta da escola confirmando minha matrícula para apresentar na imigração. Fiquei feliz porque já tinha ouvido da Fabiana Seferin, repórter do jornal, que ela teve de adiar a viagem para Dublin porque a documentação não havia chegado um dia antes do programado para a viagem. Normalmente, chega uns 15 dias antes da partida, por e-mail, num arquivo PDF (sim, carta é só o nome, se alguém tinha dúvidas).
Também recebi a confirmação da minha host family. Um nome de mulher, um endereço e dois telefones, um fixo e um celular. Ainda não sei como é minha família, se há crianças, cachorros. Na sequência devo receber essas informações. Em frente ao nome da mulher, há uma pista, Mrs. Ou seja, ela deve ser casada. Ou separada, ou viúva. Por enquanto, só especulações.
Óbvio que fui para o Google Maps e digitei o endereço. Não é tão longe da escola, que fica na área central. Entre 11 quilômetros e 12 quilômetros. E relativamente perto do mar. Pela imagem panorâmica, é uma rua residencial, com casas bonitinhas e sem cercas em frente, arborizada. Tem um parque próximo (a escola também fica em frente a um parque). Pelas fotos do Google, Dublin é uma cidade bem verde. Gostei do meu primeiro endereço na cidade. No primeiro mês, fico lá. Depois, pretendo encontrar pessoas para dividir um novo lugar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Lições sobre o essencial

No final da tarde de domingo, de folga e finalmente com coragem de organizar minhas gavetas, resolvi realizaro teste das malas. Tentar fazer minha vida caber em duas peças de 32 quilos. Quer saber? Foi muito mais fácil do que pensei.
No fundo de uma das malas foram os sapatos (baixinhos, só um de salto para a noite, já que Dublin é cidade feita para se descobrir a pé) e o que não é roupa (produtinhos de beleza brasileiros q não vivo sem, farmacinha básica, incluindo sete anticoncepcionais, líquido para lentes de contatos, bolsinha de festa, lenços de pescoço, etc). Na outra mala, as roupas - alguma coisa de verão, muita peça de meia-estação, com manguinhas, casacos.
Quando joguei tudo o que queria levar em cima da cama, pensei: “nunca isso vai entrar em uma mala só!” Mas, não é que coube! Da mala menorzinha, das não-roupas, abri o expansor. Mas da outra, não. Só que minha ideia era ir com o expansor fechado das duas, já que sempre compramos lembranças em viagens. Então, tô pensando seriamente em adquirir uma mala maior para substituir a minha menorzinha. É que não pretendo ir com bagagem de mão. Só com minha bolsa de mulher (que é enorme, quase uma mala mesmo) e o laptop, além das duas malas. Ah, e uma mochila vazia, enroladinha dentro da bagagem, para levar nas viagens pela Europa.
Há alguns anos, para mim, era impensável arrumar uma mala para ficar uma semana na praia no RS (lugar onde não há muito o que fazer ou onde ir) sem entupi-la de roupas e sapatos (dos quais eu não usaria metade durante toda a estadia, mas o lance era poder contar com várias opções). Agora, foi extremamente simples fazer essa prévia das malas para passar mais de seis meses fora do país (o mais difícil, confesso, foi desfazê-las, reorganizar as coisas nos armários). Com o passar dos anos, mudamos e o que nos é essencial também se transforma.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quatro semanas e três dias ou uma nova lua nova

Hoje, falta exatamente um mês para o embarque. Quatro semanas e três dias de Brasil. Ou uma nova lua nova (quase entrando no quarto crescente). No dia em que a banda irlandesa U2 estará em São Paulo para o início da turnê brasileira, eu estarei em São Paulo (Guarulhos), embarcando para a Irlanda.
Vou pela companhia KLM, com escala em Amsterdam. Ah, acho que ainda não tinha falado: não há vôo direto entre o Brasil e a Irlanda. Normalmente, estudantes daqui escolhem a Ibéria, com parada em Madrid, Espanha, ou a KLM. Os tickets da companhia holandesa são um pouco mais caros do que a espanhola, mas, me disseram que os aviões e o atendimento deles são melhores (espero).
Desde o último post, não avancei muito. Só fiz uma lista de coisas que preciso comprar aqui e consegui ler e ouvir algumas revistas Speak Up.
Continuarei mantendo minha rotina normal aqui até o último dia antes da viagem (natação, aulas, leituras...). Mas acho que este mês vai passar bem rápido.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Preparativos na reta final

Este é meu último mês de trabalho no Brasil antes da viagem. Os colegas perguntam se estou ansiosa. Mas não. Creio que é porque tenho outras preocupações no momento. Falta pouco mais de 30 dias para o embarque e ainda tenho várias pendências a resolver. Ainda não fiz uma lista de tudo o que preciso colocar na mala, nem terminei de comprar coisas que quero levar do Brasil (jeans e sapatilhas estão entre elas). Mas já paguei todo o curso, viagem, seguro saúde e outras burocracias. Estou no aguardo da carta da escola e da host family para garantir o visto de entrada no país. Ainda não transferi dinheiro para meu Visa Travel Money, nem comprei euros. Não consigo encontrar tempo para estudar inglês, fora do horário das aulas particulares. Pendências...
Tbm não consegui pesquisar muito mais sobre Dublin. Falei com a Suelen e com a Fabiana, que trabalham no jornal e já moraram um tempo lá, para pegar umas dicas.
Ultimamente, comecei a encucar que a cidade deve ser cheia de brasileiros (eu não queria um lugar tão cheio de conterrâneos. Afinal é bom pela solidariedade entre patrícios, mas é ruim para aprender o idioma). Toda pessoa para quem eu digo que vou para Dublin me responde: "ah, minha amiga mora lá", ou "a colega de trabalho do meu namorado foi para lá", ou "o filho da vizinha está lá". Aaaaiiiiii. E olha que eu li que os estudantes italianos estão em primeira lugar na lista de estrangeiros na Irlanda. Os brasileiros aparecem em terceiro lugar. Sendo que Dublin tem 1,6 milhão de habitantes, será que tem algum irlandês morando lá? Começo a desconfiar que não... Ahaha.