Os dias passam velozes em Dublin. Hj, fui ao Trinity College fazer minha carteirinha de estudante para poder comprar cartões de ônibus mais baratos (não só de urbano, mas também de Luas, de trem, de interurbano). A carteirinha custa 15 euros. Fazem uma foto horrível sua para estampar nela e tem validade até o final do ano. Diferente do Brasil, estudantes aqui não pagam meia. No bus, o desconto fica na faixa de 25%. Em outros lugares, não chega a 10%.
Deixa eu falar um pouco da Trinity. É a maior faculdade de Dublin. Foi fundada em 1592 pela rainha Elizabeth. Por mais de 300 anos, a universidade só aceitou alunos protestantes. Lá, descobri um bandejão para estudantes. Você escolhe o prato, que sai entre 4,5 euros e 7,9 euros mais a bebida. E é comida de verdade (arroz, carne, etc). Acho que vou comer lá amanhã para ver se é bom.
Depois do passeio pela Trinity, acompanhei o Fábio, um paulistano que chegou há um mês com a mulher, a Sabrina, até a FAS, uma agência de emprego. A FAS não cobra nada pelo serviço. Eles dão dicas de como fazer o currículo e você pode imprimir cópias dele lá de graça. Você também pode usar o fax para passar currículos ou o telefone para contatar um empregador, também sem taxas. Aproveitei e dei uma olhadinha em possíveis trabalhos. Alguns, de atendentes de delicatessen, não pediam experiência, mas acho que meu inglês ainda não é suficientemente bom para procurar emprego. E preciso me preocupar em achar uma casa para alugar antes de ter trabalho.
O último passeio do dia foi à National Gallery of Ireland, uma galeria de arte, com esculturas e quadros de artistas irlandeses e mestres europeus. Tem quadros de Picasso, Monet, Caravaggio, Velásquez, etc. E o melhor: a entrada é grátis! Viva Dublin!
Veja as fotos do Trinity College: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin18042011#
Jornalista brasileira indo para Irlanda descobrir o que há por lá, além dos leprechauns, do U2 e da Guinness... Acompanhe comigo um verão europeu.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Dublin Zoo e Phoenix Park
Completei uma semana aqui. Por enquanto, as coisas estão saindo muito bem. Conheci praticamente todas as atrações da área central. Já consigo saber que ônibus pegar e onde descer ou como me deslocar a pé pela região.
Hoje pela manhã, foi o dia de ir ao mercado procurar acetona para fazer as unhas (eu me sinto nua com as unhas despintadas). Aqui, o removedor de esmalte é vendido em frascos grandes, de 200 ml ou de mais de 300 ml. Pensei: beleza, vai durar bastante tempo. Só que consegui virar metade do vidro na minha cama. Eu ando muito distraída ultimamente. Acho que é pq estou recebendo informação nova demais, então, o cérebro vai filtrando as coisas. Well, vi que fiz bem em trazer parte da minha coleção de esmaltes do Brasil. Por lá, eu compro os vidrinhos por dois reais cada. Aqui não tem por menos de seis euros (e não vi nenhuma cor sensacional). Mas não resisti a um gloss da Maybelline que promete ser 24 horas. Não saiu tão baratinho, mas pensei que podia ser lucro, já que o vento aqui é constante e racha os lábios. Então, preciso ficar retocando o batom a toda hora. Só que, na verdade, a cor fica, mas a hidratação, não. Tem o gloss de um lado e uma espécie de cera do outro (tem que ficar retocando a cera para ficar hidratado). Mas, bom, já tá comprado.
De unhas feitas, fui lá pegar o ônibus para a região central para conhecer o Phoenix Park. Tem 707 hectares. É absurdamente grande. Vi só um pedaço minúsculo dele e fui no Dublin Zoo, também localizado aí. No zoo, tem animais de diversas partes do mundo, aquela coisa: tigre, leão, girafa, elefante. Acho que esses bichos de regiões quentes devem ficar pensando: "puta merda, pq foram me tirar do calor para me trazer para essa geladeira?!" Ahaha). Tem alguns animais brasileiros: antas, araras, mico-leão, entre outros. O visitante encontra até uma fazendinha, com galinha, porco, ovelha e cachorro.
É um passeio bacana, especialmente para crianças. Aliás, no que depender dos irlandeses, o futuro do mundo está garantido. Tinha centenas de crias no zoo. Por aqui, os pais levam as crianças em carrinhos mesmo quando já são bem grandinhos (tem que ficar com os pés para cima) ou colocam aquelas cordinhas amarradas no peito que nem cachorro. Hehe.
O parque tem site. Se quiser visitar, http://www.phoenixpark.ie/
O do zoo é: http://www.dublinzoo.ie/inside.asp?sectionId=1
Agora, as fotos do dia. Aproveitei para fazer algumas do parque que tem perto de casa, em Cabinteely. É parque de bairro, mas é algo enoooorme. Ainda não consegui percorrer todo. Para ver as fotos, clique aqui: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin17042011#
Hoje pela manhã, foi o dia de ir ao mercado procurar acetona para fazer as unhas (eu me sinto nua com as unhas despintadas). Aqui, o removedor de esmalte é vendido em frascos grandes, de 200 ml ou de mais de 300 ml. Pensei: beleza, vai durar bastante tempo. Só que consegui virar metade do vidro na minha cama. Eu ando muito distraída ultimamente. Acho que é pq estou recebendo informação nova demais, então, o cérebro vai filtrando as coisas. Well, vi que fiz bem em trazer parte da minha coleção de esmaltes do Brasil. Por lá, eu compro os vidrinhos por dois reais cada. Aqui não tem por menos de seis euros (e não vi nenhuma cor sensacional). Mas não resisti a um gloss da Maybelline que promete ser 24 horas. Não saiu tão baratinho, mas pensei que podia ser lucro, já que o vento aqui é constante e racha os lábios. Então, preciso ficar retocando o batom a toda hora. Só que, na verdade, a cor fica, mas a hidratação, não. Tem o gloss de um lado e uma espécie de cera do outro (tem que ficar retocando a cera para ficar hidratado). Mas, bom, já tá comprado.
De unhas feitas, fui lá pegar o ônibus para a região central para conhecer o Phoenix Park. Tem 707 hectares. É absurdamente grande. Vi só um pedaço minúsculo dele e fui no Dublin Zoo, também localizado aí. No zoo, tem animais de diversas partes do mundo, aquela coisa: tigre, leão, girafa, elefante. Acho que esses bichos de regiões quentes devem ficar pensando: "puta merda, pq foram me tirar do calor para me trazer para essa geladeira?!" Ahaha). Tem alguns animais brasileiros: antas, araras, mico-leão, entre outros. O visitante encontra até uma fazendinha, com galinha, porco, ovelha e cachorro.
É um passeio bacana, especialmente para crianças. Aliás, no que depender dos irlandeses, o futuro do mundo está garantido. Tinha centenas de crias no zoo. Por aqui, os pais levam as crianças em carrinhos mesmo quando já são bem grandinhos (tem que ficar com os pés para cima) ou colocam aquelas cordinhas amarradas no peito que nem cachorro. Hehe.
O parque tem site. Se quiser visitar, http://www.phoenixpark.ie/
O do zoo é: http://www.dublinzoo.ie/inside.asp?sectionId=1
Agora, as fotos do dia. Aproveitei para fazer algumas do parque que tem perto de casa, em Cabinteely. É parque de bairro, mas é algo enoooorme. Ainda não consegui percorrer todo. Para ver as fotos, clique aqui: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin17042011#
sábado, 16 de abril de 2011
Conhecendo a Guinness Storehouse
Aventura do dia: conhecer a fábrica da Guinness, a mais famosa cervejaria irlandesa. Fui com o Vitor, o baiano que conheci na chegada. Pegamos o Luas, o light rail, uma espécie de pequeno metrô de superfície. Compramos o ticket na máquina para duas zonas (você paga dependendo de quanto andar) e lá fomos nós pela primeira vez no trenzinho. Tínhamos que descer na St James Hospital. Qdo ele estava chegando lá, paramos perto da porta e esperamos. Não abriu e o Luas seguiu até a próxima estação. Hein? Então, descobrimos que era preciso apertar um botão na porta, para que ela abrisse (só que não tinha essa instrução em nenhum lugar). Descemos na estação seguinte. O que fazer? A linha não seguia a rua e não fazíamos ideia onde estávamos. Eu sugeri que a gente pegasse o Luas que passa no sentido contrário para voltar estação anterior. Fizemos isso sem pagar (não conta para ninguém. Você não tem que mostrar o tíquete. Só entra e senta. De vez em quando, passa fiscal. Se você não tiver a passagem, tem que pagar uma multa. Nos ônibus, também a passagem não é conferida por um cobrador. Imagina se fosse no Brasil...).
Bom, mas conseguimos chegar na Guinness. Jurei que você poderia conhecer a fábrica. Mas, não. A visita é somente num prédio feito para turistas, com milhões de audiovisuais, contando a história da marca. Eu gostei mais do andar sobre a publicidade (os outros, achei meio chatos). O melhor do passeio é o último momento: chegar ao Gravity Bar, lá no alto da torre, onde se pode ter uma vista de quase 360° da cidade (muito lindo) e onde se troca o ticket por uma pint de Guinness (ou por um suco, se for criança ou não beber álcool).
Pela tarde, fui na Moore Street, como já tinha falado em outro post. Ah, uma dica: na loja de dois euros da Moore (sim, tipo R$1,99 do Brasil), dá para comprar adaptador de tomada por esse preço. Eu tinha pagado oito euros pelo meu. Na loja de dois, é exatamente da mesma marca. Bem legal. Bom, vivendo e aprendendo.Quer ver as fotos da Guiness? É só clicar aqui: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin16042011?authkey=Gv1sRgCJfhwJfX4-6SNA#
Todas as tribos
Dublin é uma cidade cheia de estrangeiros. E de gente meio maluca. Mas, ninguém dá muita bola.
Em cada esquina do Centro, tem um artista de rua. Os músicos são inúmeros, mas também há estátuas vivas, gente fantasiada de leprechaun. Tem até quem leve areia para fazer esculturas na calçada. Também há vendedores. Além dos tradicionais que você encontra aí no Brasil, há quem ofereça papel higiênico e sabão em pó.
Em cada esquina, tem um homeless (mendigo). Mas, normalmente, eles ficam sentados, de cabeça baixa, segurando um copo e só. Não pedem. No máximo, tem um cartazinho explicando que não usam drogas nem bebem (atá).
Em cada esquina, alguém querendo de convencer de algo. Doe dinheiro para uma entidade, vire vegan, se converta ao islamismo, ajude a WWF. Hoje, vi um grupo na O'Connell Street protestando contra a vinda da rainha da Inglaterra Elizabeth II à cidade, marcada para maio. Nessa mesma rua, um grupo de líbios mostrava seu descontentamento com a situação do país.
Dublin é mesmo uma babilônia.
Em cada esquina do Centro, tem um artista de rua. Os músicos são inúmeros, mas também há estátuas vivas, gente fantasiada de leprechaun. Tem até quem leve areia para fazer esculturas na calçada. Também há vendedores. Além dos tradicionais que você encontra aí no Brasil, há quem ofereça papel higiênico e sabão em pó.
Em cada esquina, tem um homeless (mendigo). Mas, normalmente, eles ficam sentados, de cabeça baixa, segurando um copo e só. Não pedem. No máximo, tem um cartazinho explicando que não usam drogas nem bebem (atá).
Em cada esquina, alguém querendo de convencer de algo. Doe dinheiro para uma entidade, vire vegan, se converta ao islamismo, ajude a WWF. Hoje, vi um grupo na O'Connell Street protestando contra a vinda da rainha da Inglaterra Elizabeth II à cidade, marcada para maio. Nessa mesma rua, um grupo de líbios mostrava seu descontentamento com a situação do país.
Dublin é mesmo uma babilônia.
Comida: um grande problema
Estou recém completando minha primeira semana por aqui. Mas já há algo que me preocupa: a comida. Além de ser cara (normalmente, se você converter para o real, os produtos aqui têm um preço muito maior), os irlandeses têm hábitos alimentares bem diferentes dos brasileiros. Só que, para mim, comer bem (ou seja, nos horários certos e de maneira saudável) sempre foi algo extremamente importante. Na Irlanda, não se almoça, como no Brasil, apenas se faz um lanche (sanduíche é o mais popular).
No supermercado, só há comida pré-pronta. Existe até salada já embalada num saquinho e com molhos (aliás, tudo tem molhos artificiais e cheios de gordura). Na maioria das vezes, são mercados pequenos e não há açougue.
Estou há uma semana comendo sanduíche no almoço e não aguento mais (mesmo variando o recheio e o tipo de pão todo dia). E não tente procurar um restaurante. Simplesmente não há. O que existe são pubs, que oferecem comida. Mas, normalmente, coisas fritas ou, no máximo, um ensopado. Os restaurantes que existem são de guetos, de chineses, de mexicanos, etc, para tentar matar a saudade de casa.
Hoje à tarde, fui na feirinha na Moore Street (é perto da O'Connell). Diariamente, lá se vendem uvas, kiwis, morangos a um preço camarada. Comprei um cacho de uvas sem sementes (deve dar quase um meio quilo) por um euro (algo extremamente barato por aqui). Só que, quando fui comer, vi que a uva estava verde. Aliás, todas as frutas do mercado são verdes (ao menos, as que eu comi até agora).
O que me salvou foi que achei, numa galeria da Moore, um mercadinho brasileiro! Vendem arroz, feijão, mandioca, cortes de carne, e até erva-mate. Falei com um dos donos, um paulista que mora há 11 anos aqui. Ele e um amigo têm a mercearia há dois anos. A galeria é reduto de mercados e restaurantes de estrangeiros. O dono do mercadinho me deu dicas preciosas sobre comida: há dois restaurantes brasileiros na cidade (embora um, ele me alertou, seja bem caro) e uma mulher que faz viandas para entregar (ele me deu o telefone dela, Dona Dalva. Certo que vou ligar para ela amanhã mesmo). Se não for muito caro, vou comer a refeição da Dona Dalva todos os dias. Se for, ao menos uma vez por semana.
Pela Moore, achei também um açougue (irlandês mesmo). Não tinha visto nenhum ainda. Ah, só uma curiosidade: as carnes ficam expostas na vitrine voltada para rua, como numa loja. Moore Street: muito produtiva a visita a essa rua para quem quer comida de verdade.
Com tanta comida artificial e cheia de sódio, não é de se admirar que grande parte dos irlandeses esteja acima do peso. Ainda não vi nenhuma academia de ginástica por aqui (quem faz exercício, corre ou anda nas centenas de parques da cidade). Eu estava acostumada a fazer natação no Brasil e isso já está me fazendo uma falta enorme. Mas, como eu estou andando muitíssimo para conhecer a cidade, não tenho vontade de correr no parque ao final do dia. Chego sempre exausta em casa.
No supermercado, só há comida pré-pronta. Existe até salada já embalada num saquinho e com molhos (aliás, tudo tem molhos artificiais e cheios de gordura). Na maioria das vezes, são mercados pequenos e não há açougue.
Estou há uma semana comendo sanduíche no almoço e não aguento mais (mesmo variando o recheio e o tipo de pão todo dia). E não tente procurar um restaurante. Simplesmente não há. O que existe são pubs, que oferecem comida. Mas, normalmente, coisas fritas ou, no máximo, um ensopado. Os restaurantes que existem são de guetos, de chineses, de mexicanos, etc, para tentar matar a saudade de casa.
Hoje à tarde, fui na feirinha na Moore Street (é perto da O'Connell). Diariamente, lá se vendem uvas, kiwis, morangos a um preço camarada. Comprei um cacho de uvas sem sementes (deve dar quase um meio quilo) por um euro (algo extremamente barato por aqui). Só que, quando fui comer, vi que a uva estava verde. Aliás, todas as frutas do mercado são verdes (ao menos, as que eu comi até agora).
O que me salvou foi que achei, numa galeria da Moore, um mercadinho brasileiro! Vendem arroz, feijão, mandioca, cortes de carne, e até erva-mate. Falei com um dos donos, um paulista que mora há 11 anos aqui. Ele e um amigo têm a mercearia há dois anos. A galeria é reduto de mercados e restaurantes de estrangeiros. O dono do mercadinho me deu dicas preciosas sobre comida: há dois restaurantes brasileiros na cidade (embora um, ele me alertou, seja bem caro) e uma mulher que faz viandas para entregar (ele me deu o telefone dela, Dona Dalva. Certo que vou ligar para ela amanhã mesmo). Se não for muito caro, vou comer a refeição da Dona Dalva todos os dias. Se for, ao menos uma vez por semana.
Pela Moore, achei também um açougue (irlandês mesmo). Não tinha visto nenhum ainda. Ah, só uma curiosidade: as carnes ficam expostas na vitrine voltada para rua, como numa loja. Moore Street: muito produtiva a visita a essa rua para quem quer comida de verdade.
Com tanta comida artificial e cheia de sódio, não é de se admirar que grande parte dos irlandeses esteja acima do peso. Ainda não vi nenhuma academia de ginástica por aqui (quem faz exercício, corre ou anda nas centenas de parques da cidade). Eu estava acostumada a fazer natação no Brasil e isso já está me fazendo uma falta enorme. Mas, como eu estou andando muitíssimo para conhecer a cidade, não tenho vontade de correr no parque ao final do dia. Chego sempre exausta em casa.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Igrejas medievais, castelos e U2 Cover
Mais lugares para conhecer hj. Nossa, Dublin é uma cidade onde se anda mto. É possível visitar inúmeras atrações a pé. A cidade é toda plana, sem morros.
Hj, fui na Christ Church Cathedral e na St. Patrick Cathedral, igrejas cujas fundações datam do século 1100 (dá para acreditar?!). Depois, fui ao Dublin Castle, um castelo de 1204 bem na área central. Só que cheguei lá às 16h (pq vi q o horário de visitação iria até 16h45min). Mas a última visita guiada saía antes das 16h. Então, não pude entrar no interior, mas voltarei lá. No Dublin Castle, encontrei duas brasileiras, do Ceará. Uma delas está há um mês em Dublin, e a outra, há um mês e três semanas. As duas não sabem quase nada de inglês ainda, porque não conseguiram nem entender que não era mais possível fazer a visita naquele dia (a maioria dos brasileiros chega mesmo não falando mais do que meia dúzia de palavras).
Well, na volta para casa, passei pela Grafton e estava tendo um show de uma banda cover do U2 para arrecadar dinheiro para caridade (para a Special Olympics, associação em defesa de deficientes mentais). No link aí de cima, curta um pouco do show (um trecho do clássico Sunday, Bloody Sunday), veja o St Stephens Green Shopping Center, um pouco da Grafton e do parque St Stephens Green).
E veja as fotos: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin15042011?authkey=Gv1sRgCN7ts7PA4NDgywE#
Hj, fui na Christ Church Cathedral e na St. Patrick Cathedral, igrejas cujas fundações datam do século 1100 (dá para acreditar?!). Depois, fui ao Dublin Castle, um castelo de 1204 bem na área central. Só que cheguei lá às 16h (pq vi q o horário de visitação iria até 16h45min). Mas a última visita guiada saía antes das 16h. Então, não pude entrar no interior, mas voltarei lá. No Dublin Castle, encontrei duas brasileiras, do Ceará. Uma delas está há um mês em Dublin, e a outra, há um mês e três semanas. As duas não sabem quase nada de inglês ainda, porque não conseguiram nem entender que não era mais possível fazer a visita naquele dia (a maioria dos brasileiros chega mesmo não falando mais do que meia dúzia de palavras).
Well, na volta para casa, passei pela Grafton e estava tendo um show de uma banda cover do U2 para arrecadar dinheiro para caridade (para a Special Olympics, associação em defesa de deficientes mentais). No link aí de cima, curta um pouco do show (um trecho do clássico Sunday, Bloody Sunday), veja o St Stephens Green Shopping Center, um pouco da Grafton e do parque St Stephens Green).
E veja as fotos: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin15042011?authkey=Gv1sRgCN7ts7PA4NDgywE#
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Muitas fotos de Dublin
Hoje, foi dia de fazer mtas fotos pela cidade. Na O'Connell Street, uma das ruas mais famosas, no Liffey River, o rio que corta a cidade, no Temple Bar, região da boêmia, e no The National Wax Museum (museu de cera).
Melhor do que falar é ver, né? Então, vamos direto às imagens.
Só espero que a umidade não estrague minha câmera. Além de a bateria acabar logo, a lente está travando no meio do caminho (quando deveria sair para fazer a foto. Só que não vai nem para fora nem volta para dentro. Q agonia!). Essa despesa não estava nos meus planos.
O link das fotos: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin14042011?authkey=Gv1sRgCOLIkPXPodrOPA#
Melhor do que falar é ver, né? Então, vamos direto às imagens.
Só espero que a umidade não estrague minha câmera. Além de a bateria acabar logo, a lente está travando no meio do caminho (quando deveria sair para fazer a foto. Só que não vai nem para fora nem volta para dentro. Q agonia!). Essa despesa não estava nos meus planos.
O link das fotos: https://picasaweb.google.com/101126651209934567449/Dublin14042011?authkey=Gv1sRgCOLIkPXPodrOPA#
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Quase uma cidadã irlandesa
Nesta quarta, estou quase me sentindo uma cidadã irlandesa. Hehe. Hoje foi dia de ir ao banco, ao PPS Office e comprar um telefone celular. Well, depois da aula, o Antônio, um gaúcho de Porto Alegre que mora há mais de um ano em Dublin, acompanhou eu, o Victor, um baiano de Salvador, e o Santiago, um argentino de Rosário, para encaminharmos a conta no banco e o PPS, necessários para conseguir o visto em definitivo. Quando você chega na Irlanda, o oficial da imigração carimba seu passaporte por um mês. É o tempo que se tem para virar “gente” na Irlanda e retornar à imigração. As escolas costumam oferecer essa ajuda de um guia, especialmente porque alguns alunos chegam sem falar mais do que meia dúzia de palavras em inglês.
Well, primeiro, fomos ao PPS Office. PPS é a sigla para Personal Public Service, um número que você precisa para trabalhar legalmente, é algo entre um CPF, número de PIS/Pasep no Brasil. Você deve ir até uma repartição pública nos arredores da O’Connell Street com passaporte e uma carta da sua escola declarando que você estuda lá.
Aproveitei à ida a essa região cheia de lojas para comprar um celular da Vodafone, a operadora mais popular daqui. Isso por causa das taxas. Se cadastrando em uma promoção, você liga e manda mensagens de graça para outro Vodafone (praticamente para a população toda da Irlanda. Hehe). Para o Brasil, a ligação está custando 0,09 de euro para fixo, 0,30 para celular e mensagem de texto por 0,15. Uma ninharia. Comprei um aparelho bem simples da Nokia e paguei 39,9 euros. Um iPhone 4 sai por uns 580 euros no pré-pago. De conta, pode sair até de graça (o aparelho, dependendo do plano).
Aproveitei à ida a essa região cheia de lojas para comprar um celular da Vodafone, a operadora mais popular daqui. Isso por causa das taxas. Se cadastrando em uma promoção, você liga e manda mensagens de graça para outro Vodafone (praticamente para a população toda da Irlanda. Hehe). Para o Brasil, a ligação está custando 0,09 de euro para fixo, 0,30 para celular e mensagem de texto por 0,15. Uma ninharia. Comprei um aparelho bem simples da Nokia e paguei 39,9 euros. Um iPhone 4 sai por uns 580 euros no pré-pago. De conta, pode sair até de graça (o aparelho, dependendo do plano).
Depois, seguimos para uma agência do Bank of Ireland, em Dublin 4. É bem mais fácil abrir uma conta na Irlanda do que no Brasil. Um estrangeiro precisa do passaporte, da carta da escola e de um depósito de 3 mil euros (aliás, você pode abrir a conta com 50 euros, mas, para conseguir o visto precisa ter 3 mil num banco irlandês). Eu esqueci o pacote com o celular novo no banco. Sorte que me toquei disso quando ainda estávamos na parada de ônibus. Voltei e a caixa, muito gentil, tinha guardado para mim.
Depois de deixarmos o Antonio e o Santiago de volta na escola, eu e o Victor fomos ao Tesco, um mercado, para uma nova lição do dia: como usar a máquina automática para pagamento. Sim, o caixa do mercado é self service. Você passa suas coisas numa leitora, insere moedas, cédulas ou cartão de crédito e pega o troco, se for o caso. Ah, não tem sacolas plásticas na Irlanda. Ou você leva a sua de casa ou sai com as compras na mão. As lojas de roupas costumam ter sacolas de papel.
Por fim, não poderia deixar de registrar: hoje, não me perdi voltando para casa. Ahaha.
terça-feira, 12 de abril de 2011
O segundo dia em Dublin
Depois da escola, vou almoçar no parque bem em frente (para lagartear no sol, se tiver. Muitos irlandeses fazem isso). Então, é hora de descobrir a cidade. Ontem, na Grafton Street, eu já havia visto que a fila do algodão-doce era mto concorrida. Hj, prestando mais atenção, descobri o porquê: é de graça. Claro, lá fui eu para fila (adoro algodão-doce, mas o daqui tem um gosto um pouco diferente).
Pela Grafton, tem muito artista de rua, desde músicos até estátuas vivas. É impressionante a quantidade de floristas pelas ruas tbm. Ah, outras figuras dos espaços públicos: mendigos (sim, eles estão no primeiro mundo). Vi uns quatro ontem. E hoje mais alguns.
Antes de seguir meu caminho pela cidade, comprei um casaco na United Colors of Benetton, afinal está muito frio. Mesmo com desconto em itens de inverno, não ficou tão barato. Tive que comprar pq não achei casacos em outro lugar. Em todas as lojas agora só tem roupas da “new season”. Só que são uns artigos para primavera de Salvador e não do RS (imagina de Dublin!!!). Mas o pior é que as irlandesas saem mesmo com aquelas roupas das vitrines (tem vestidos de alcinha. Mas atente: ontem, a mínima foi 3,7°C! Os irlandeses devem ser feitos de outro material, que não carne e osso. Ahaha).
Uma constatação da tarde: Dublin é uma cidade repleta de estrangeiros mesmo. Fui passear numa igreja anglicana (todas as igrejas que vi, de qualquer religião, são feitas de pedra) e o pastor me perguntou que língua eu falava. Como eu respondi português, ele me questionou se poderia me dar um folheto em inglês mesmo pq, na minha língua, não tinha. Só aí vi os folderes com a história da igreja (que tem mais de 300 anos!!!) em espanhol, italiano, línguas orientais, entre outras.
Depois disso, rodei por diversas ruas ao tentar seguir as placas em direção ao Temple Bar, um irlandês me ajudou a chegar nessa região que é famosa pela grande concentração de pubs. Ele me recomendou o Palace, disse que é um legítimo pub irlandês. Cheguei ao Temple Bar, mas não consegui encontrar esse. Voltarei para procurar nos próximos dias. Até porque quero fazer fotos dessa bela região da cidade. Minha máquina fotográfica simplesmente ficou sem bateria. E não entendi isso. Ela estava carregada. Será que a diferença de temperaturas (ar gelado lá fora e calefação quentíssima consome a bateria?). Caminhei pela região do Liffey River, um rio que corta a cidade. Qdo conseguir fazer fotos, mostro para vocês.
No caminho de volta para a parada de ônibus, encontrei uma livraria que vende livros em papel jornal por menos de três euros. Estão disponíveis alguns autores clássicos e uma coisas totalmente desconhecidas. Comprei um livro sobre a história do “shamrock” (em bom português, o trevo, símbolo da Irlanda) por 1,5 euros. Numa outra livraria, vi uns livros do James Joyce por 3 euros. Acho q vou comprar um quando tiver terminado de ler esse.
No ônibus, fui sentar, pela primeira vez, no segundo andar para ver melhor a paisagem. Ah, de novo, na volta para casa, eu entrei na rua errada. Ahahaha. Tudo bem para um segundo dia.
Outras coisas sobre a Irlanda
Em Dublin, os carros andam na mão inglesa e têm o volante do lado contrário do Brasil. Não me acostumei com isso. Ao atravessar a rua, sempre olho para o lado errado. Cruzamento, então, é um grande problema. Sorte que nas faixas de segurança, perto da calçada, há as inscrições “look right” e “look left”, o que ajuda muito. Mas não há faixa ou sinaleira de pedestres em todos os lugares. Onde há, os pedestres costumam passar mesmo depois que o sinal já fechou para eles, mas os motoristas, diferente do Brasil.
Para quem reclama do ônibus lotado no nosso país, saiba que, no horário do rush, os de Dublin também são. E olha que esses veículos têm dois andares, como aqueles de Londres. Nesta manhã, fiquei de pé, junto com um montão de gente, especialmente colegiais irlandeses. Os estudantes das séries iniciais parecem ter saído de um filme do Harry Potter. As meninas usam saias até abaixo do joelho, meias longas e sapatinhos.
Ainda falando sobre ônibus, ontem eu contei sobre o preço da passagem. Na verdade, ela depende de quanto você percorre com o veículo (veja aqui). De Dublin 18 até Dublin 2, eu pago 2,3 euros. Mas, detalhe: se você não tiver o cartão, só pode pagar com moedas. E o motorista não te devolve troco. Se for o caso, ele te dá um bilhete com o valor a ser devolvido. Mas você tem de ir busca-lo no escritório da administração do transporte público, no Centro. Eles estão com 0,20 meus. O cartão é mais prático, mas se você não usa muito e só percorre pequenas distâncias, não vale a pena. O problema é que é difícil ter o troco para o ônibus.
Outra coisa da vida prática: as frutas são caras. Em alguns lugares, são vendidas por unidades e importadas, na grande maioria. As bananas são sempre verdes e as que vi com identificação eram da Costa Rica. Vi melões, limas e mangas brasileiras (mto caras).
Além de cerveja, os irlandeses gostam de vinho. No mercado, tem mto vinho chileno, mas não vi nenhum brasileiro ainda (alô, pessoal de Bento Gonçalves, minha cidade, vamos abrir mercados na Irlanda). E em lojas de alimentação de redes internacionais, como Subway, McDonald's, Burger King ou Starbucks, não têm, necessariamente, os mesmos produtos que há no Brasil.
Além de cerveja, os irlandeses gostam de vinho. No mercado, tem mto vinho chileno, mas não vi nenhum brasileiro ainda (alô, pessoal de Bento Gonçalves, minha cidade, vamos abrir mercados na Irlanda). E em lojas de alimentação de redes internacionais, como Subway, McDonald's, Burger King ou Starbucks, não têm, necessariamente, os mesmos produtos que há no Brasil.
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